O termo inteligência emocional surgiu na década de 90 através da obra do psicólogo Daniel Goleman “Emotional Intelligence”. Num curto espaço de tempo, este termo foi disseminado em instituições de ensino, no mundo do trabalho e na sociedade em geral… Chegando aos dias de hoje, percebe-se que a inteligência emocional é uma competência cada vez mais valorizada!

A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e controlar as emoções conseguindo tomar decisões ponderadas e mais eficazes.

Goleman descreve a inteligência emocional em cinco dimensões:

· Autoconhecimento: reconhecer as nossas emoções

· Autocontrolo emocional: aceitar e lidar com as emoções em diferentes situações

· Automotivação (motivação intrínseca): motor que nos permite realizar determinadas ações para alcançar objetivos

· Empatia: capacidade de entender o outro

· Habilidades sociais: capacidade de nos relacionarmos e comunicarmos eficazmente


Estudos mostram que a capacidade de regular emoções aumenta a qualidade de vida e a probabilidade de sermos bem-sucedidos.

Mas como atuam as emoções?

As emoções estão na base da experiência interpessoal e ajudam a preparar e a lidar com eventos diários.

Ekman formulou uma lista de emoções básicas:

· Raiva: reação a um ataque; protege e defende

· Medo: sensação de ameaça iminente; preserva a vida e avalia o risco da situação

· Tristeza: perda de algo; permite o pensamento reflexivo

· Nojo: violação de gostos pessoais; preserva a saúde do organismo

· Surpresa: alguma novidade ou imprevisto; aumenta a atenção

· Alegria: associada ao prazer e à felicidade; sensação de satisfação

Dependendo do estímulo ou situação, cada emoção tem uma duração e intensidade própria.

Sabiam que 95% das decisões que tomamos são influenciadas pelas emoções que sentimos?

As emoções mobilizam recursos e direcionam o comportamento. Por exemplo, a raiva é uma emoção que produz grandes níveis de cortisol (hormona do stress), pelo que irá direcionar um indivíduo a um comportamento mais defensivo de forma a conseguir alcançar o que pretende.

Estratégias para gerirmos as emoções:

· Escrever num caderno diariamente o que sentimos naquele dia permite-nos ver as situações com mais objetividade

· Contar até 10 quando nos sentimos muito irritados, frustrados ou zangados ajuda a mudar o mindset

· Estar atento às sensações do nosso corpo para entendermos que emoção estamos a sentir

· Meditar focando no que estamos a sentir e em que locais sentimos isso

· Praticar a escuta ativa e aceitar as vivências das outras pessoas

· Respirar calmamente para oxigenar o cérebro

· Confrontar pensamentos difíceis com pensamentos mais realistas

Inteligência emocional em contexto profissional

Sabiam que cerca de 85% do sucesso dos líderes nas organizações se deve à forma como estes se relacionam consigo próprios e com os outros?

Durante algum tempo, as organizações valorizavam sobretudo a competência técnica, a capacidade de raciocínio e a negociação e mantinham um clima desprovido de grandes emoções existindo uma certa distância entre as chefias e os trabalhadores e no próprio grupo de trabalhadores. Atualmente, estes requisitos têm sofrido mudanças com o reconhecimento das competências emocionais como a empatia, a adaptabilidade, a proatividade e a capacidade de autoavaliação.

De acordo com a literatura a inteligência emocional é um fator determinante e explicativo do sucesso e da satisfação profissional. Um clima organizacional que valorize competências emocionais gera uma melhor atitude do trabalhador em relação às suas tarefas facilitando o seu desempenho e a sua satisfação no trabalho. Estudos revelam que profissionais com níveis inferiores de regulação emocional têm menor facilidade em controlar o stress e maior tendência para sofrer um esgotamento, o conhecido burnout. Contrariamente, trabalhadores mais inteligentes emocionalmente são capazes de controlar melhor as exigências profissionais e estabelecer boas relações com os seus pares ou com a liderança.

Vamos ser emocionalmente inteligentes?

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